quarta-feira, 10 de junho de 2020

DODGE DART “77: AMOR À DISTÂNCIA

Empresário de Salvador está há um ano e meio restaurando Dodge Dart 1977 comprado em Curitiba e agora aguarda ansioso pela sua chegada

Texto: Flávio Faria 

Fotos: Ricardo Kruppa

Quem disse que amores à distância não dão certo não conhece a história de Adson Queiroz, empresário soteropolitano de 36 anos, que há mais de um ano e meio é dono de um Dodge Dart De Luxo 1977. A questão é que, até hoje, o proprietário deu algumas poucas voltas com o carro, isso porque o modelo foi adquirido em Curitiba.  “Sempre gostei de carros antigos e já tinha dois Opalas, um Comodoro e outro SS. Costumo olhar anúncios na internet e um dia encontrei este Dodge em um site de vendas. Para minha surpresa, quem estava anunciando o carro era a Powertech, de Curitiba, do meu amigo Rubens Florentino. Peguei o telefone e conversamos bastante sobre o carro, tirei todas as dúvidas e enviei uma proposta por e-mail. Horas depois ele me respondeu avisando que o dono do carro tinha aceitado. Já comecei a pensar no que iria fazer”, conta.

Segundo Adson, o carro estava relativamente em bom estado. A pintura estava um pouco maltratada, alguns emblemas estavam quebrados, mas a condição geral estava muito boa. O primeiro contato “real” com o carro aconteceu um mês depois. “Eu só o tinha visto por fotos e, realmente, o Rubens não tinha mentido em nada, o carro tinha algumas coisas para fazer, mas estava muito bom. Só precisava mesmo de um dono”, comenta. Em vez de carregar o carro para casa e fazer a restauração em Salvador, o empresário decidiu que faria tudo em Curitiba e já o levaria pronto para casa, só para curtir, até porque a cidade paranaense é conhecida por ter excelentes oficinas de restauração e preparação.

Clássico

O responsável por revitalizar o “Dojão”, como Adson o chama, foi o reconhecido restaurador Ricardo Moreira. Ao elaborar o projeto, ambos decidiram por um visual clássico, mantendo a cor original branco Valência. O carro foi inteiramente lixado e toda tinta e massa plástica que escondiam algumas imperfeições foram removidas. Portas e carroceria foram alinhadas e uma nova pintura foi feita, para que tudo ficasse perfeito. Emblemas e detalhes externos, como grade e frisos, foram refeitos pelo restaurador Paulo Kuelo. Para dar um ar esportivo ao muscle brasileiro, as rodas escolhidas foram as famosas Magnum 500, aro 15”, montadas em pneus BF Goodrich, nas medidas 215/60 na dianteira e 235/60 na traseira.

Por dentro, tudo agora também tem cheiro de novo. A antiga forração, já ressecada devido ao tempo, foi totalmente refeita em couro. O volante original foi trocado por um modelo Orion, da marca Lenker, com aro em madeira. O objetivo foi dar um toque de charme ao sedã.  A instrumentação permanece original, mas foi totalmente revisada para funcionar perfeitamente.

310 cv para passear

Apesar de dizer que não pensava em uma preparação muito forte para o Dodge, Adson acabou com um propulsor de respeito debaixo do grande capô do seu Dart. “A ideia é ter um carro para passear e curtir encontros, levando em consideração que estará sempre com o ar-condicionado ligado, por conta do calor de Salvador”, ressaltou. A pimenta no V8 de 318” foi colocada pelo preparador Alan Fabio, também de Curitiba, que, sem muito esforço, tirou 310cv de potência. Para alcançar este resultado, os cabeçotes foram retrabalhados para permitir melhor passagem do ar. O comando é mais “bravo”, da Edelbrock. Balanceiros são da Crane e varetas da CompCams. A parte de alimentação conta com coletor de admissão da Edelbrock, que trabalha em conjunto com um carburador Holley, com 650cfm de vazão. As tampas de válvulas e o filtro de ar também são da marca americana Edelbrock e dão um visual agressivo ao propulsor. A parte elétrica recebeu um upgrade, com bobina e módulo de ignição da MSD e cabos de vela Mallory, tudo para otimizar o máximo possível a queima de combustível. O sistema de escape foi feito com componentes da Hedman, para melhorar o fluxo dos gases.

O câmbio é mecânico, de quatro velocidades, que garante um excelente aproveitamento do torque disponível e com uma boa relação, tanto para uso urbano quanto em estradas. Suspensão e freios também são originais do modelo, apenas receberam manutenção para funcionarem como novos. Apesar de utilizar tambor nas quatro rodas, o Dodge não tem problemas para parar a cavalaria.

Agora totalmente pronto, só falta mesmo o carro chegar às mãos do seu proprietário. “Está marcado para vir na primeira quinzena de dezembro, mal posso esperar para passear com ele pelas ruas de Salvador. Nossa história está apenas começando”, diz o ansioso proprietário.

Quem fez:

Restauração: Ricardo Moreira. Tel. (41) 9159-7608 e Paulo Kuelo. Tel. (41) 9123-0480.

Preparação: Alan Fábio. Tel. (41) 8726-3528.

Estofamento: Polaco Estofamentos. Tel. (41) 9155-0996.

Ficha Técnica

Dodge Dart De Luxo 1977

Parte externa

Funilaria

Pintura na cor branco Valência

Acessórios externos restaurados

Rodas Magnum 500

Pneus BF Goodrich215/60 na dianteira e 235/60 na traseira

Parte interna

Forração em couro

Volante Lenker

Instrumentos originais

Motor

V8 318”

Cabeçote  retrabalhado

Comando de válvulas Edelbrock 282 hidráulico

Balanceiros Crane Gold

Coletor de admissão Edelbrock

Carburador Holley 650 cfm

Escapamento Hedman

Kit de tampas e filtro de ar Edelbrock Elite

Varetas CompCams

Cabos de velas Mallory

Bobina MSD

Módulo de ignição MSD

Kit de polias Art Billits

Compressão 9,5:1

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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Carros Clássicos Como Conserva-los

Os carros clássicos exigem um pouco de planejamento e previsão antes de serem guardados para armazenamento a longo prazo (até seis meses). Mas não é necessariamente que os carros clássicos sejam mais vulneráveis ​​a danos - em vez disso, pode ser que os zeladores de carros colecionáveis ​​estejam mais preocupados com o bem-estar desses veículos.

Reunimos algumas dicas para armazenamento a longo prazo. Combinar isso com nossas recomendações para armazenamento de curto prazo ajudará a proteger seu investimento e facilitará um pouco a colocação do carro clássico de volta na estrada na hora de retirá-lo do armazenamento.

Manutenção de rotina

Troque o óleo e o filtro. O óleo mais antigo pode conter contaminantes ácidos e pode danificar os componentes internos do motor se for deixado sentado. Opere o motor com óleo novo para que ele circule pelo motor, revestindo essas partes vitais.

Lubrifique todos os pontos que requerem graxa, como componentes de suspensão e dobradiças. Aplique spray de silicone nas vedações das portas e janelas para mantê-las flexíveis.

Complete todos os outros fluidos, como fluido de arrefecimento e fluido de freio. Use a mistura adequada de líquido de refrigeração. Como o fluido de freio atrai umidade, encha o reservatório do freio com o tipo correto de fluido. Quanto menor a superfície exposta, menor a probabilidade de o fluido ficar contaminado.

Tanque de gasolina

Encha o tanque de gás o mais cheio possível, para que haja menos probabilidade de formação de condensação no tanque. Adicione a mistura adequada de estabilizador de combustível e conduza o carro a uma curta distância para que o estabilizador se misture com o combustível e circule completamente pelo carburador ou pelo sistema de injeção de combustível.

Pneus

Especialistas em pneus dizem que todos os pneus ficarão nivelados, mesmo que ligeiramente, se estacionados por um longo período de tempo. Mesmo um pequeno ponto plano é irritante ao dirigir um carro clássico. Para evitar esse problema, levante o veículo do chão e apoie-o em suportes de macaco. Isso diminuirá a pressão dos pneus e dos componentes da suspensão.

Proteção contra bichos

Bichos podem ser um problema real ao armazenar um carro clássico. Eles não apenas constroem ninhos - geralmente de assentos e estofados - mascam fiação, mangueiras e outros componentes, criando enormes contas de reparo. Além disso, eles deixam para trás restos do que comeram.

Usando uma combinação de lã de aço e folhas de secador, encha a ponta do tubo de escape, a entrada de ar no filtro de ar e qualquer outra área externa que um bicho possa usar para entrar. Amarre fita adesiva colorida nesses pacotes como um lembrete para removê-los antes de reiniciar o veículo.

Embora as naftalina possam parecer uma solução antiga, elas são conhecidas por repelir criaturas como ratos. Eles são muito baratos e, portanto, oferecem uma resolução fácil e abundante para colocar uma barreira no compartimento de passageiros ou ao redor do exterior do seu carro antigo.

Use as folhas do secador como uma borda ao redor do exterior, colocando-as sobre pneus e ao redor do compartimento do motor. Coloque-os nas tábuas do piso e sob os assentos, no painel e na prateleira da janela traseira. Essas folhas ajudam a repelir os animais peludos e mantêm o interior com um cheiro fresco.

Proteção contra umidade interior

A condensação pode arruinar o interior de um veículo, mas alguns truques podem evitar a umidade. Existem muitos absorventes de umidade comerciais no mercado. A maioria contém sílica gel, que absorve 15% de seu peso em vapor de água e dura cerca de 60 dias, evitará despesas com troca de peças para carro antigo.

O bicarbonato de sódio para uso doméstico também funciona bem na absorção de umidade e odores e pode ser usado em conjunto com outros produtos. Alguns proprietários com quem conversamos polvilham bicarbonato de sódio no tapete e colocam algumas caixas abertas no veículo.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Ford é pioneira em oferecer higienização e desinfecção de seus carros contra vírus e bactérias

A Ford foi a primeira fabricante de automóveis do Brasil a adotar um protocolo de higienização adotado e toda sua rede de concessionárias, nas instalações físicas e nos carros, preservando a segurança de clientes e colaboradores. Também foi a primeira em oferecer um serviço de desinfecção para automóveis com um produto especial que combate virus e bactérias.

Com a pandemia do coronavirus, todo cuidado é pouco e um dos mecanismos para combater o virus é a higiene levada muito a sério, pois ainda não existe remédio ou vacina que combata a covid-19.

E pensando em proteger ainda mais as pessoas, a Ford apresentou um programa inédito que equipa a sua rede para oferecer um novo padrão de segurança aos clientes, com várias ações focadas na prevenção de doenças, principalmente nesses tempos de coronavírus.

O objetivo é que o consumidor que precise ir a uma concessionária para realizar um serviço, ou uma compra agendada, sinta-se totalmente seguro nas instalações da rede Ford.

Para isso, foi criado o programa Ford Clean, composto de dois pilares que incluem uma certificação pioneira com protocolos de higienização e atendimento seguro para as concessionárias e um serviço de desinfecção inédito de veículos. Essas ações atendem a um anseio e mudança de comportamento dos consumidores, que estão dando muito mais importância à higienização em áreas de contato pessoal.

Durante a quarentena, o transporte individual proporcionado pelo automóvel ajuda as famílias a se manterem seguras e ter acesso a serviços essenciais. O programa Ford Clean é uma iniciativa pioneira criada para que os consumidores sintam-se ainda mais protegidos ao usar o seu carro e os serviços da rede.

O novo programa se une à iniciativa “Compre Sem Sair de Casa” em que, a partir de agora, os clientes também têm a opção de receber em casa um veículo desinfectado.

A Ford, pelo programa Ford Clean, é a primeira montadora no Brasil a ter uma certificação de padrões de higienização e atendimento seguro aos clientes em sua rede. A certificação abrange todas as instalações e operações da concessionária, desde vendas a serviços – inclusive os que são feitos externamente –, com critérios rígidos para garantir a saúde e segurança de todos os empregados, clientes, fornecedores e visitantes. A certificação foi desenvolvida com base nas orientações do Ministério da Saúde e da Anvisa, contendo as melhores práticas para a higienização e prevenção de doenças.

Cem por cento da Rede Ford já está certificada com estes novos protocolos, identificados por meio de um selo especial.

Estas recomendações incluem desde rotinas de limpeza dos ambientes e veículos e a disponibilidade de álcool em gel em diferentes pontos até a disposição das mesas, balcões e móveis para garantir o distanciamento social nas concessionárias.

Os funcionários também seguem normas de controle de saúde e conduta, como o uso de máscaras, luvas e cuidados para que o cliente sinta-se à vontade e protegido durante todo o tempo em que permanecer no local. Todos os clientes também receberão máscaras antes de entrar em uma concessionária.

A desinfecção de veículos é um serviço inédito que a Ford começa a oferecer na sua rede com foco na segurança e prevenção de doenças transmissíveis. Para essa finalidade é utilizado um desinfetante não disponível ao público em geral, produzido pela 3M, o “Peróxido Pronto Uso”, registrado na Anvisa e de ação comprovada contra bactérias, fungos e vírus. Ele atualmente é empregado nos hospitais mais renomados do Brasil para desinfecção de UTIs, salas de emergência e outras áreas de alto risco.

Este produto foi testado e aprovado pela engenharia da Ford para garantir compatibilidade com os materiais utilizados nos veículos da marca. A sua aplicação será feita por técnicos treinados, devidamente protegidos, e inclui no mínimo 50 pontos de maior contato nas áreas internas e externas do veículo, como: volante, painel, comandos do câmbio, freio, som, apoios, bancos, cintos de segurança, maçanetas, retrovisores, capô, porta-malas, tapetes, chave e ar-condicionado, incluindo filtro e difusores. O serviço de desinfecção de veículos já está sendo oferecido na rede de concessionárias da Ford, com preço público sugerido de R$129.

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quarta-feira, 3 de junho de 2020

O ÚLTIMO FILHO WILLYS

A linha Americar, da Willys, teve seu fim no auge da Segunda Guerra Mundial e, também por causa dela, foi uma das primeiras a ter modelos transformados em hot rods

Texto: Flávio Faria::Fotos: Ricardo Kruppa

Em tempos de guerra tudo vira uma bagunça e os esforços dos países se voltam para o campo de combate. A Segunda Guerra Mundial foi o exemplo perfeito disso. Com milhões em batalha na Europa, os Estados Unidos tiveram de fazer um grande esforço para produzir armas e veículos que pudessem abastecer suas tropas na ofensiva contra os nazistas. Todas as empresas da época entraram no chamado “esforço de guerra” e com a Willys não foi diferente. Até meados de 1940, ainda início do conflito, a companhia, à época batizada Willys-Overland Motors, era uma concorrente direta de outras grandes montadoras norte-americanas, como Ford, Chevrolet e Chrysler.

Os modelos criados no início daquela década, chamados Americar, vinham em diversas carrocerias, entre elas sedã, coupé, station wagon e picape. Porém, com a entrada dos americanos na guerra, no final de 1941, após o ataque à base de Pearl Harbor, a Willys ficou incumbida da produção de jipes militares e, mesmo após a vitória dos Aliados, em 1945, a empresa, se dedicou basicamente apenas à construção de jipes, os conhecidos CJ, deixando de lado a produção de carros até 1952, com a chegada do Aero Willys, que também teve vida curta e encerrou a história da companhia com carros de passeio. Para muitos, aliás, os modelos da década de 40 são os últimos “verdadeiros Willys”, mas esta é outra discussão.

NA FIBRA

Hoje, encontrar um Willys da década de 1940, original, em lata, é uma tarefa quase impossível, pois poucas unidades foram comercializadas na época e, por uma questão até de necessidade, quase todas hoje em dia são hot rods. A explicação para isso é que a mecânica quatro cilindros original daqueles modelos não era muito robusta, e como a Willys estava envolvida com as forças armadas, parou de produzir peças de reposição, forçando os proprietários a criarem adaptações, algumas muito mais potentes do que as originais e exclusivas, que mais à frente seriam chamadas de hot rods.

Mas, e quem sonha em ter um modelo como este? Por obra de alguém muito esperto, foram criados os modelos de carroceria em fibra, que hoje em dia não devem em nada aos modelos em lata. Este, clicado por Hot Rods em Curitiba (PR), é de propriedade de Durair do Rosário Filho, de 59 anos, proprietário da revenda de carros Clássicos e Antigos, cujo nome já indica o ramo de atuação. Adquirido pronto pelo empresário, este Willys 1940 foi produzido pela SS Fiberglass e conta com todos os elementos que tornam o modelo um dos preferidos pelos rodders.

A pintura é clássica, em vermelho, com flames na dianteira, imortalizada pelos hots dos anos 50 e que até hoje faz sucesso. Os pigmentos são da PPG e foram usadas três camadas de tinta. Grade e faróis são originais do modelo, que nas suas versões hot rod nunca trazem para-choques ou frisos. Este modelo ainda teve as maçanetas das portas e do porta-malas retiradas, para dar um aspecto liso à carroceria. Os espelhos são importados. As rodas são da Weld Racing, de 15”, modelos Pro Star, montadas em pneus 195/55 na dianteira e 275/65 na traseira.

ELEGANTE

Por dentro, os bancos individuais revestidos de couro bege, mesma tonalidade dos forros de porta, dão um contraste bonito com a cor do painel, vermelho como o exterior, onde estão instalados instrumentos da marca brasileira Cronomac. O volante é cromado, estilo banjo. Sobre o carpete também bege está um detalhe a mais: tapetes com a inscrição “Willys”.

É DO BRASIL!

Por baixo do capô do clássico americano está uma peça de engenharia bem brasileira. O motor escolhido para o projeto é um 6 cilindros em linha, 250-S, original do Opala. A carburação é feita por um modelo DFV de corpo duplo, sendo a única adição de fôlego para o propulsor, que originalmente rende aproximadamente 200cv de potência. Os cabos de vela de 8mm, da marca Accel, além de contribuírem com o visual, também promovem melhores faíscas dentro dos cilindros. A tampa de cabeçote cromada com a inscrição da Chevrolet dá um toque especial ao conjunto. O escape conta com coletor dimensionado, para dar conta do grande volume de gases queimados pela unidade e gerar um ronco bonito de se ouvir nas duas saídas. Para transmitir a força para as rodas foi escolhido um câmbio Clark, mecânico, em conjunto com diferencial Dana. Com suspensão independente, o modelo tem uma dinâmica boa em curvas, mas nunca é bom abusar demais da cavalaria com tração traseira.

Gostou? É só convencer o Durair!

Proprietário:

www.classicoseantigos.com

FICHA TÉCNICA WILLYS 1940

Parte externa

Carroceria em fibra

Pintura PPG em três camadas com flames

Rodas Weld Racing, Pro Star, de 15”

Pneus 195/55 e 175/65

Estilo liso, sem para-choques, maçanetas e frisos

Grade e faróis originais do modelo

Parte interna

Bancos de couro

Forrações internas em couro

Instrumentos Cronomac

Volante estilo banjo

Tapetes personalizados

Mecânica

Motor Chevrolet 250-S 6cil

4.1L de cilindrada

200 cv de potência

Câmbio Clarck mecânico

Carburador DFV de corpo duplo

Cabos de vela Accel 8mm

Tampa do cabeçote cromada

Suspensão independente

Freios a disco

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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Nivus, SUV coupé da Volkswagen projetado no Brasil teve lançamento global

O novo SUV da Volkswagen, Nivus, projetado no Brasil mas que será um modelo global, com versões inclusive para a Europa, foi lançado esta semana em uma apresentação totalmente online. Mas o carro ainda não está sendo vendido, o que deverá ocorrer dentro de mais algumas semanas, em uma pré venda e os preços ainda não foram divulgados.

Com design inovador e novos conceitos de conectividade e streaming, o Nivus estreiou em uma apresentação mundial, de uma forma totalmente digital, do Brasil para o mundo. Será produzido inicialmente na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), para comercialização no mercado latino-americano. Em um segundo momento, o modelo será produzido também na Europa.


O Nivus será lançado oficialmente no mercado brasileiro nas próximas semanas. Na Argentina, o modelo chega às concessionárias no fim do segundo semestre deste ano. Em 2021, é a vez de os demais mercados sul-americanos receberem o Nivus, no primeiro semestre. E o modelo será lançado também na Europa, no segundo semestre do ano que vem.

Com linhas marcantes e muita personalidade, o Nivus carrega no design uma das características que o torna único no mercado.

A queda rápida e fluida da coluna ‘C’ é um dos destaques do design. Na lateral, o Nivus tem um perfil cupê bastante característico. As proporções e os volumes definem um caráter atlético e moderno. As rodas de liga leve de 17 polegadas com desenho exclusivo e os protetores de para-lamas pronunciados também contribuem para um conjunto harmonioso, com pegada esportiva e vibrante.

Os faróis são conectados com uma grade bastante dominante e com a linhas marcadas no capô, que definem a robustez do carro. Os faróis de LED, o DRL de LED e os faróis de neblina também de LED conferem uma identidade visual única para o Nivus, com iluminação precisa e eficiente em todas as condições de uso. Na grade, o novo logo da Volkswagen está mais simples e bidimensional. E faz sua estreia no Nivus, como o primeiro modelo na região América do Sul.

A parte traseira do Nivus é um detalhe à parte: um elemento horizontal une as lanternas de LED, formando uma peça única e extremamente elegante, digna de modelos do segmento premium. As lanternas começam na tampa traseira e se prolongam até parte da lateral, em uma junção única de estética e funcionalidade. Na parte superior, um spoiler integrado à tampa traseira provoca um efeito de prolongamento do teto, um detalhe essencial para definir o estilo cupê e esportivo do Nivus.

O VW Play é uma das principais inovações do Nivus. A central multimídia, totalmente desenvolvida no Brasil, oferece uma inédita experiência de usabilidade intuitiva no mercado brasileiro. Com tela de 10 polegadas de altíssima resolução, sensível ao toque, antirriscos e com ‘botões virtuais’, esta plataforma oferece não somente os mais modernos recursos de conectividade, mas também garante uma série de serviços e streaming.


Aliado ao painel digital (Active Info Display), cria duas grandes ilhas digitais no painel do Nivus. São duas telas de 10 polegadas (tamanho de um tablet) interligadas, oferecendo conectividade e entretenimento sem precedentes num veículo dessa categoria. Trata-se de um “cockpit digital” dotado de uma interface intuitiva, lógica, inteligente e moderna, que pode ser comandada pelos botões no novo volante, o mesmo utilizado pelo Novo Golf.


Detector de Fadiga, ISOFIX e top-tether para fixação de cadeirinha infantil no banco traseiro, Kessy (abertura das portas e partida do motor sem contato com a chave), ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade), auxílio de partida em rampas (HHC) e câmera de marcha-à-ré são outros itens de segurança e conforto presentes no Nivus.

O ACC (Adaptive Cruise Control) está entre os itens mais avançados do Nivus. Ele permite ao motorista ajustar a velocidade e a distância que deseja trafegar em relação ao veículo à frente, e o sistema é capaz de acelerar e frear automaticamente. É o único modelo no segmento de compactos no Brasil. O Nivus vem equipado também com o AEB (Autonomous Emergency Brake), recurso que, ao identificar o iminente risco de uma colisão frontal, freia o carro de maneira autônoma, evitando, em alguns casos, completamente uma colisão.

O porta-malas é referência entre hatches compactos e até mesmo a maioria dos utilitários esportivos compactos (SUVs) do mercado, com capacidade para 415 litros. Tal benefício se deve a um design extremamente funcional a partir de uma carroceria em estilo cupê, e se beneficiando de um balanço mais longo. A abertura da tampa do porta-malas pode ser feita por um dos ‘botões virtuais’ do VW Play.

O motor é o eficiente 200 TSI de três cilindros, flexfuel e com injeção direta de combustível. Entrega até 128 cv de potência máxima e 20,4 m.kgf (200 Nm) de torque, quando abastecido com etanol. O Volkswagen Nivus só será esquipado com transmissão automática de seis marchas.

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quarta-feira, 27 de maio de 2020

DENTISTAS GOSTAM DE MOTORZÃO

Entusiasta transforma Dodge Dart em um Charger R/T para acalmar o coração e continuar ouvindo o bom e velho som do bloco V8

Texto: Bruno Bocchini   Fotos: Ricardo Kruppa

“Nem todo dentista gosta de motorzinho”. Essa é a ideia que Ronei Lopes Campos, 46 anos, cirurgião dentista de São Paulo, projeta diante de seu modelo Dodge Charger R/T. O sonho de ter um autêntico motor V8 já era formulado ainda na infância e, claro, a memória se fez presente. “Lembro-me, quando criança, jogando bola na rua de terra do Parque São Domingos, em São Paulo, ver um grande carro, com teto de vinil e dois escapamentos. Eu nunca me esqueci daquele Charger dourado, ele ainda visita meus sonhos”, relembra.

A trajetória de Ronei até encontrar o Dodge foi, no mínimo, inusitada. Este modelo estava em uma oficina na cidade de Mairiporã (SP) e havia sido entregue a um funileiro como parte de pagamento da restauração de um Cadillac. Mas, mesmo diante de toda empolgação, problemas iriam incomodar o entusiasta. “Para ser bem sincero, eu não escolhi o Dodge, eu fui escolhido por ele. Esse funileiro precisava de grana e então eu realizei o sonho de ter um autêntico V8. Após um ano de trabalho diante do Dodge percebi que ele estava com uma cor feia, sem as linhas e frisos demarcados, que são características do carro. Fiquei decepcionado”, conta.

O modelo original era um Dodge Dart 1975 cupê. Como o carro já estava em uma oficina de restauração, Ronei optou por realizar os serviços ali mesmo. Sem a empolgação ao ver o clássico pronto, o cirurgião dentista decidiu “convocar” um amigo para refazer o trabalho. “Foi nesse ponto que o grande amigo e de extrema competência Rogério Seawright me disse: ficou bom, mas, se você quiser, eu refaço tudo. Aceitei imediatamente. Naquela época, Rogério chamou Cosme Santos, especialista em Dodge e em todo tipo de restauração, para nos ajudar com novas ideias”, explica.

Durante a fase de pesquisa e discussão do novo projeto, Ronei conta que Cosme percebeu a falta de empolgação dele com o modelo Dart. “Logo de cara, na primeira conversa, Cosme perguntou se eu não gostaria de transformar o modelo em um Charger R/T. Aceitei na hora e foi ele quem me fez entrar de corpo e alma nesse projeto”, garante.

Transformação com T maiúsculo

Para Ronei, um projeto como este nunca acaba, sempre há algo para acrescentar. “Se você está pensando em embarcar na restauração de um clássico, saiba que a ferrugem entra nas artérias e nunca mais sai. Você olha para ele e vê alguma coisa que ainda pode ser melhorada”, diz.

O Dodge teve de ser reconstruído e, para isso, a equipe da Garage Oldschool, de São Paulo, liderada por Cosme Santos, refez as linhas e características que não existiam no modelo. “Reconstruímos tudo. Deu muito trabalho e ainda continua dando, mas o mais importante é ter pessoas competentes e que entendem do trabalho, eu sempre pensei envolvido pela emoção, mas os profissionais me orientaram e mostraram o melhor caminho para solucionar cada problema”, pontua Ronei.

Na parte mecânica, José Luis Gabanella e Cosme Santos atuaram tanto na recuperação do motor como da suspensão. O projeto de funilaria foi definido pelo Rogério Seawright, Cosme e também por Sérgio Antonio Baliviera, que arrematou e cuidou dos acertos finais. “Optamos pelo bloco original 318, mas com um quadrijet na carburação, além do câmbio de três marchas na coluna, que foi apenas adaptado no assoalho. Por fora o estilo foi garantido com as rodas Magnum de 15” e pneus Cooper Cobra 225/70/15 na traseira, que dão o charme”.

Toda parte elétrica e instalação do ar-condicionado ficaram por conta do profissional Jorge Kocis. “Quando faltava algum tempero, o pessoal da Garage Oldschool terminava tudo com o máximo de requinte e competência. Outras pessoas também trabalharam nesse projeto, meus amigos Marquinhos, Gibi e Matheus, todos fundamentais para a realização do meu sonho”, reforça Ronei.

Desde a compra do Dart até a finalização do Charger R/T foram cinco anos. Por outro lado, durante o longo tempo Ronei teve o apoio da família. “Ana Paula, minha esposa, ajudou na escolha da cor, nos bancos e até na película dos vidros. Mariana, minha filha, escolheu o nome do carro, “Vermelhão”, e o Felipinho, meu outro filho, tomou o carro para si. Ele já diz que o Charger é dele”.

Da vestimenta branca, do consultório e da agenda cheia, Ronei parte para as ruas com o Charger RT relembrando a infância, mas desfrutando do presente, ao lado da família, revigorando cada momento. “Algumas pessoas vão dizer que eu tirei a originalidade do Dart e matei um grande clássico. E é verdade, assim como é verdade que meu sonho se completou no Charger R/T e isto é o que me interessa. Plante sua árvore, tenha um filho, escreva algumas linhas e restaure um clássico para ficar eternizado na história”, completa.

Do motorzinho para o motorzão. Uma troca justa e também mais “barulhenta”. Como todo bom “dogeiro” gosta.

FICHA TÉCNICA

DODGE CHARGER R/T

Mecânica

bloco original 318, quadrijet na carburação, câmbio de três marchas na coluna

Exterior

Rodas Magnum 15” e pneus Cooper Cobra 225/70/15 na traseira; cores vermelho e branco com frisos e demarcações do Charger original

Quem fez?

Rogério Seawright e Cosme Santos (Garage Oldschool) – facebook.com/garageoldschool

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COBRA NAS PISTAS

Rat Rod com motor Flathead V12 arranca elogios de customizadores gringos e passeia forte pela pista do Autódromo de Cascavel

Texto: Da Redação
Fotos: Divulgação

That’s pretty badass, man”. Essa foi a expressão do pessoal da oficina Gas Monkey, de Dallas, nos Estados Unidos, quando viu as fotos do Rat Rod V12 fabricado na cidade de Cascavel (PR). Também não é para menos, o carro é único em sua configuração. Já passava das 2 horas da madrugada quando Augusto Bittencourt, como sempre navegando pelo E-bay garimpando peças de motos e carros, viu uma oferta estranha: um motor tirado de um Lincoln, um Flathead V12, com mais quilos de ferrugem do que o Titanic no fundo do mar.

Mas não custava fazer uma oferta… Pronto, começava aí a “saga” para montagem de um dos rat rods mais incríveis, inclusive para os padrões norte-americanos. A carroceria original veio de um Ford 1929 Tudor (duas portas, que nada tem a ver com os Tudors da dinastia de Henrique VIII), que estava inteira, perfeita, inclusive com portas, para-lamas, chassi original e tudo o mais. Intervenção cirúrgica Dentro da oficina construída em sua própria casa, Augusto, que é advogado e mecânico por hobby, iniciou sozinho os trabalhos de retirada e limpeza da carroceria, deixando-a limpa e pronta para sofrer a primeira “cirurgia”, ou seja, rebaixar o teto em 6 polegadas.

“Precisa ter muita coragem para pegar um carro de 1929 original, perfeito, lindo, e cortar 6 polegadas. Mas no final o resultado estético valeu a pena”, conta o dublê de advogado e mecânico. O chassi também foi inteiramente construído em sua oficina, sem qualquer modelo específico, feito tão somente para agregar uma carroceria original e um motor gigante. E assim foi feito. Todos os componentes do chassi, bem como todas as peças necessárias, foram feitos sob medida. Não existe no carro um único componente que não tenha sido pensado, desenhado e cortado especialmente para ele. O motor é um V12 Flathead, difícil de encontrar até mesmo nos Estados Unidos, com um câmbio original de três velocidades e Overdrive (roda livre).

O câmbio possui a opção da roda livre acionada por uma alavanca junto com a alavanca da marcha. Só para se ter uma ideia, da hélice do motor ao final do câmbio são mais de 1,80 m! A alavanca de marcha, ou melhor, as alavancas de marcha, são um caso à parte. Na verdade são quatro alavancas “esculpidas” para o carro, com bolas de sinuca na ponta. Uma faz primeira e ré, outra faz segunda e terceira, outra faz o overdrive e outra ainda levanta e abaixa a suspensão traseira, que é com airbags.

Os aros são originais de 1932, raiados e de 16 polegadas, com pneus faixa branca e calotas Cragar, que dão ao carro um charme a mais. O cardã que passa sob o assoalho tem uma capa com o nome do carro cortado no aço: Ford Model A 1929. A direção continuou inglesa (no lado direito) sendo que o setor faz o eixo sair para fora e aciona as rodas através de uma biela, bem ao estilo americano. Outra coisa que chama muita atenção no carro é a forma de dar a partida. Ela é feita por meio de um pedal de partida de uma moto Harley-Davidson 1942, instalado na lateral da carroceria.

Acionado pelo pé, igual a uma moto, o pedal dá a partida no motor monstro. Os faróis são de um Chevy, em gota, e deram um ar mais “rápido” à frente do carro, que foi mantida original, mudando tão somente a posição das molas, que saíram de cima do eixo para irem para os braços laterais, permitindo rebaixar mais a dianteira. A grade da frente é de fabricação local, a mesma empresa que fez todas as outras peças cortadas e usinadas do carro, mas o “shell” é também de um Chevy , tampando todo o radiador. Sobre a grade do radiador está o “Deat Proof”, o Pato Louco que apareceu em vários filmes, e teve sua maior aparição no filme do mesmo nome (À Prova de Morte, em português) dirigido por Tarantino, cujo Pato Raivoso aparece sobre o capô de um Chevy Nova.

Escape cascavel

Os escapes, seis de cada lado, são de aço inox, soldados em argolas como uma cobra, em homenagem à cidade natal do carro, e também imitando os escapes de motos customizadas. Uma das coisas mais legais é o marcador de combustível, que é externo por gravidade, feito com um garrafa de Jack Honney, cujo combustível sobe por uma espiral de cobre, como em um alambique. O espelho retrovisor está acoplado a um pequeno caça-mulata, também de época. A opção por deixar o carro no estilo rat foi simples.

“A beleza tinha que aparecer da estética geral do carro, do motor, das rodas, da frente longa, e não de uma pintura nova, até porque tirar uma pintura que demorou quase 80 anos para ficar linda e colocar algo brilhante, não iria deixar o carro mais bonito”, explica Augusto. Nos testes feitos no Autódromo de Cascavel, o carro andou muito bem. “O motor é muito forte para os padrões da época, e realmente é uma sensação única andar em um rat rod inteiramente construído em minha oficina, ao estilo americano, mas com a vontade e a alegria nossa”, finaliza o proprietário.

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